sábado, 14 de Novembro de 2009

Quiz!

E a pergunta é: O que raio é isto?
Quem acertar, recebe um e-choc...
E as duas pessoas que já sabem, caladinhas, sim? ;)

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

A sério que não sei...

Uma banda ou cantor que têm um som e voz perfeitos em álbuns de estúdio mas ao vivo é uma real trampa é uma banda rasca, certo? E uma banda que tem melhor som e melhor voz ao vivo que em estúdio é o quê?

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Errado pá, errado!

Ora bem, eu no último post disse que o Muro de Berlim caiu, e que foi derrubado por todos. Na realidade, ele caiu e foi derrubado. As duas coisas, sim. E quando digo todos, quero significar o povo que vivia em Berlim, mas não só. O governo da RDA também foi importante, o da URSS também, o da RFA, muita gente que falou no assunto um pouco por todo o mundo, sendo que na minha opinião, a fatia maior deve ser atribuída ao povo de Berlim pela acção, e ao governo da então RDA pela inacção.
Hoje, só para chatear, o JN trazia uma citação do senhor Lech Wałęsa que atribuía 50% da queda do Muro ao Papa de então, 30% ao Solidariedade (sindicato que ele presidia) e os outros 20% já nem recordo bem, mas devia ser ao 'resto do mundo'.
Este post é só para dizer que este senhor polaco sempre foi para mim um gajo que estava no sítio certo, na hora certa e não é héroi algum. Muito menos percebe de política, e não quero saber se foi fundador de um sindicato que alegadamente deu cabo do comunismo na Polónia, se foi presidente do país e se é conhecido como 'político'. Isso não quer dizer que se sabe de política.
Se percebesse mais disto, não tinha atribuído 70% da responsabilidade da queda do Muro a polacos.

O Muro caiu de maduro. Caiu porque simplesmente era uma má ideia. Tão má que mal acabou de ser construído, tinha os dias contados. O mesmo digo do comunismo em versão soviética.
Cairam ambos de cansaço, e não foi necessária muita força para isso.
No caso do Muro, o cansaço era tal que tudo se deu numa rotineira conferência de imprensa, onde um Günter Schabowski cansado falava a jornalistas cansados. E o cansaço levou a um erro. Em casa, berlinenses de leste cansados (do regime e do Muro) ouviram o que tinha sido dito por erro e saíram à rua espontâneamete. O Muro começou a cair aí.
Se o senhor Wałęsa pensa que foi ele que matou o cumunismo por ele ter caído na Polónia antes de cair na RDA, está enganado. Ele caiu porque a hora tinha chegado, daí Wałęsa ter sido o gajo certo no momento certo, e não um herói. Os que antes tinham sido heróis, quando a URSS ainda 'mandava' a sério, morreram debaixo de tanques em Praga e na Hungria.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Wind of change

Tinha eu 5 anos quando o Muro caiu. Lembro-me de ver umas imagens na TV de pessoas a bater nele com picaretas, marretas e afins. De pedaços serem tombados com ajuda de maquinaria, e de vivas a cada porção que caía... Recordo a paciência do meu irmão e as suas explicações, adaptadas a uma criança daquela idade e lembro-me que ele sorria ao explicar. Só muito mais tarde percebi tudo a fundo, mas a explicação mais simples, a que ouvi na altura, é a melhor. Havia um Muro que dividia uma cidade em duas, e as pessoas não podiam passar. O Muro antes não existia, alguém teve a ideia tola de o construir... Dividindo uma cidade, dividia também, simbolicamente, um país, que antes era um e agora eram dois. E dividia ainda o mundo, de certa forma... E já era tempo de cair (prova que a ideia de o construir foi mesmo má) e ele caiu e toda a gente ficou feliz. E eu fiquei também.
Lembro-me de ver um senhor careca, com uma mancha na mesma a falar várias vezes na TV, naquela altura e sei que o meu irmão dizia que era boa pessoa, apesar de ser comunista ou lá o que era... E eu gostei dele também, porque ele devia ser mesmo fixe e deixou o Muro ser derrubado sem problemas.
Cerca de um ano mais tarde, o meu irmão ofereceu-me o meu primeiro atlas. E algures na Europa, ainda apareciam duas Alemanhas. E ele mais uma vez me explicou o que se passou para serem duas e garantiu-me que agora voltavam a ser uma só. E eu que tinha achado a divisão do país uma ideia parva, concordei que só com um país é que tudo estava bem...
A criança cresceu, e aprendeu melhor as coisas, e ainda hoje concorda que elas estão melhor assim. E se me perguntarem onde estava no 25 de Abril, a resposta é: Não estava, mas não me importo, porque sei onde estava quando o Muro de Berlim caiu. Orgulho-me disso de forma talvez pouco compreensível, mas tenho as minhas razões.
No 25 de Abril, uns poucos fizeram algo e a maioria das pessoas ficou à espera e não fez nada contra ou a favor, simplesmente aderiu. O mesmo tinha acontecido quando se instaurou, décadas antes, a ditadura que agora caía. Na Alemanha o mesmo: Hitler chega ao poder e as pessoas deixam que ele se estique. Depois do fim da guerra, fartos de lutar e sofrer, deixam que três 'potências' lhe retalhem o país e a capital.
Mas quando o Muro caiu, foi na verdade derrubado por todos... Quem decidiu ficar a ver foi o poder político de então. A RDA deixou, a URSS também. França e Inglaterra não queriam que caísse, mas nada podiam fazer a não ser esperar que o senhor careca fizesse algo. Mas ele não fez e deixou tudo seguir o rumo correcto.
O Muro não caiu num só dia e o mundo não mudou logo aí, mas tudo começou nesse dia, faz hoje 20 anos.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Por vezes uma pessoa quer dizer algo e não sabe como. O melhor meio, as melhores palavras, o melhor momento, o melhor estado mental... Seja ao falar com alguém acerca de um tema ao acaso, seja numa conversa séria, ou ao escrever um simples post. Na maior parte das vezes, basta um pormenor e ficamos um ponto ao lado do que ou do como se queria dizer.
E depois, por vezes, sai bem. Sem pensar muito, sem procurar palavras... Não sei como, mas depois uma pessoa revê o que disse, e está tudo lá... Mesmo que seja numa curta mensagem de telemóvel, escrita entre cansaço e confusão, antes de adormecer.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

'Acho que é assim que se diz...'

Certos nomes na capa de um livro, fazem-me largar o volume, não o comprar, e fingir que nem existe... Lembro me do Dan Brown, por exemplo, junto lhe agora aquele gajo dos Gato Fedorento que segundo a imprensa coordena uma colecção... Eu conhecia 'The Posthumous Papers of the Pickwick Club' do senhor Dickens pelo simples nome de 'Pickwick Papers' há anos. Nem sabia ainda quem era o rapazinho que agora assina o prefácio da edição portuguesa e já me tinham comprado o livro no original inglês, mas perdeu-se numa história engraçada, antes de me chegar às mãos... Nunca mais o encontrei numa Fnac quando me lembrava de o procurar e o tempo passou e eu não o li. Recentemente, o meu amigo e consultor da área literária fala-me de uma futura edição em português, coisa que aparentemente não existia ainda (pelo menos à venda) e que o tinha obrigado a querer oferecer-me o livro no original...
Afinal faz parte de uma colecção de livros de humor, tem uma capa toda engraçada e nela, até figura o nome do gajo que escreve o prefácio... Mais facilmente o tinha comprado se lá estivesse o nome do tradutor, coisa que no nosso país quase não se vê. Mas para além da capa bonitinha, do nome e do prefácio de Ricardo Araújo Pereira, da encadernação toda conceptual, o livro a meu ver chega tarde e caro. Trinta e tal euros? Ricardinho, obrigado pela idea (não sei como outras editoras não a tiveram antes e sem necessitarem de ti o que teria reflectido o preço do livro, não?) mas vou comprar em inglês. Não me vou questionar sobre a qualidade de tradução, e vou gastar os quase trinta euros de diferença em café em locais confortáveis, na companhia do livro que me parece ser bom no original, embora lhe falte o teu mui douto prefácio. Espero que me baste no original, e que nao tenha menos piada por não lá ter o teu nome...
Isto de por estrelas pop, por mais cultas e licenciadas que sejam a apadrinhar coisas destas... desculpem lá...

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Bravo!!

Vizinhos novos em cima... pelo menos um rapaz e uma rapariga... O antigo 'som de riacho' na casa de banho e o toc toc dos saltos altos das outras malucas foi substituído pela voz fantástica da miúda a cantar uma ópera a capella... Alto e bom som. Lindo. Se ela não repete isto brevemente, ainda vou lá acima reclamar. Ou perguntar qual era a ópera porque eu não me lembro, e detesto não me lembrar de coisas.

Peace at last.

Horas depois do fecho das urnas já tudo se sabe, e daí nem tudo...
O PS ganhou as eleições segundo Sócrates, o PSD ganhou segundo Manuela. Os comentadores (eu vi na RTP1) confirmam que o PS ganhou, e que o PSD ganhou. Esta é outra das coisas que me atormentam em tempos de eleições. Toda a gente (comentadores residentes da RTP incluídos) nesta conversa inútil de medir pilas...
Cada vitória e cada derrota (eu prefiro chamar-lhes resultados, escolhas) de hoje são simplesmente locais. Os votantes todos somadinhos a um total nacional são meramente estatística. O total de câmaras ou freguesias 'conquistadas' bem somadinho, é apenas um pouco mais que estatística, uma vez que daqui ainda saem dois presidentes de associações nacionais. De resto, cada município e cada freguesia tem os seus autarcas escolhidos, e agora, sejam do PS, PSD, CDU, PP, BE ou independentes, sejam homens ou mulheres (outro exercício estatístico inútil) sejam íntegros ou suspeitos do contrário vão começar a trabalhar no bom caminho. Pelo menos assim se espera, não é?
Dos discursos de vitória ou derrota pouco mais se aproveita... Quase todos falaram muito (tempo) e disseram pouco. Talvez por achar que Sócrates já não dizia nada de jeito a dada altura, Manela decide começar a falar, interrompendo-o na fase das perguntas dos jornalistas. No discurso dele pouco se aproveitou... As semelhanças com o Guterres da mesma fase são incríveis... a maioria recentemente obtida, a situação previsível de governo difícil, o débito exaustivo de números e números, de factos e certezas, que pretendem confirmar o que se diz e na verdade não confirmam nada a não ser confusão... Só o estilo diverge. Guterres ganhava em humildade, a meu ver, Socrátes ganha em 'eu é que sei' ou aliás, em 'eu já sabia'. Mas falava eu da actual líder do PSD que interrompeu... e que por não estar a dizer nada de muito importante, foi interrompida pelo eleito para a câmara de Lisboa, que começou por não dizer nada de interessante e acabou a mandar duas bocas foleiras, de mau gosto e que só lhe ficam mal, ao gajo que disputou a autarquia com ele e que um pouco antes tinha feito a intervenção (a meu ver) mais completa e correcta da noite. Santana, esse sim perde, mas sabe o que diz. Admite a derrota, não sendo uma derrota pesada. E a seguir foi ele próprio. Deu uma lição de democracia, de ciência política e de humildade, e talvez por isso não foi interrompido. Ainda falando de Lisboa, lembro-me de socialistas a dizer que era uma cadidatura do partido, mas não era do partido, ou não era apenas do partido, que quem soube unir venceu, que quem não uniu perdeu... Temos assim uma coligação de 4 partidos liderada por Santana e eles dizem que não há união... e uma almágama não sei de quê liderada por Costa... Mas o PS é que uniu? Tretas à parte, uniu, vá. O PS aprendeu com o erro cometido com Alegre nas presidenciais e não o cometeu em Lisboa. Mais uns pozinhos de um outro amigo que mudou de camisola e de umas sondagens claramente certeiras, e pronto.

E agora a paz... depois de 3 sufrágios, ou escrutínios no mesmo ano. É muita palavra esdrúxula e estranha no mesmo ano. Porque a democracia é boa mas não tem apenas vantagens. É apenas, de todos, o sistema 'menos mau'.

sábado, 3 de Outubro de 2009

Back to Guna City... #3

Chegar ao Porto num Sábado no pós lusco-fusco das 19:45 é qualquer coisa... A cada 10 metros algo surge, não fosse isto o Porto...
Logo na praça da Batalha, um velhote e uma gaja de vinte e poucos a discutir aos berros, como só aqui, acerca de um assunto terrível: ele queria comprar algo para beber... e ela não queria deixar, porque sugeria (aos berros) sumo e ele queria álcool, segundo percebi... Nem liguei mais porque vi um senhor a rir mais à frente, e ria de outro homem, entre dois carros em plena praça a fazer a sua mijinha reconfortante como se ninguém mais ali estivesse...
Mais à frente, duas miúdas com aquele ar confiante e algo 'nós é que somos boas' (e eram) qual par de caçadoras furtivas, à conversa sobre compras, cruzam por mim. A mais baixa, olhou me de forma estranha, quase com ar de quem me dava um tiro. O que cabelo curto, barba de duas semanas e uma t-shirt preta rafeira que me dá ar de culturista com saco de desporto às costas fazem...
Descendo a 31 de Janeiro, cruzo pela vamp com ar xpto que sobe, agarrada ao telefone a falar a alguém acerca de... compras...
Na praça da Liberdade, parado num semáforo, o gajo tipicamente chunning (porque a atitude conta mesmo que o carro seja o mais original) a ouvir um hit dos 80's, versão quase kizomba, cantada por uma gaja, alto e bom som, de vidro aberto, com aquela cara de 'eu ficava bem era num Golf ou num A3 TDI, dos mais recentes, todo tunado, minto, chunado e cheio de neons por baixo mas o banco não me emprestou a guita e por isso só tenho um 307 stock...'
Na rua das Galerias havia já gente à porta dos bares, talvez por causa do evento na rua abaixo ao que não liguei muito porque o som ambiente me fez parecer que era uma daquelas coisas muito in ali na zona (e um pouco por todo o lado) nos tempos que correm. Para além dos concertos fixes que por vezes se apanham, ou de uma ou outra noite porreira, aquilo tem sempre um ar difícil de definir, entre o neo-pós-moderno de vanguarda e o freack in a kind of chic way, ou chic in a kind of freack way, não sei bem qual dos dois...
E já quase em casa, numa esplanada de Cedofeita, apanho de raspão uma frase, saída provavelmente de uma discussão filosófica... 'A atmosfera que temos dentro do nosso corpo [e mais qualquer coisa que não consigo recordar] fazem com que a realidade... [deixei de ouvir no momento da verdade, porque não parei...]

It´s good to be back!

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

A p*ta da política

Sempre que há eleições fico estranho... Ou é por ter a sensação que voto no mal menor e não na melhor ideia. Ou é por existirem velhotes que queriam a foto da Ferreira Leite e do Sócrates nos boletins de voto para não se enganarem. Ou por ter de explicar que o Sócrates não foi eleito Primeiro-Ministro, mas sim deputado na Assembleia da República pelo círculo de Castelo Branco. Ou por ter umas eleições legislativas e 15 dias depois umas autárquicas quando podiam muito bem ser as duas no mesmo dia e só não são por estupidez. Ou por ser natural de um país semi-presidencialista onde o Presidente fala pouco e quando fala não diz muito...
Acrescentem a isto a conversa desta tarde... em que um dos candidatos à junta de freguesia aqui da Cidade dos Pinipons me pediu o voto. Sim, 'pediu'... Mais, presumiu que eu 'sou' de um certo partido, o mesmo que ele representa (agora) e ainda ficou quase preocupado quando eu disse que não viria à terra votar. Preocupado porque assim serei menos um voto para ele (mal ele sabe que eu não votaria nele) e porque deve ter a ideia que os meus pais são uns atadinhos e que não irão votar se eu não os levar... Quanto a mim... eu não sou, até prova em contrário, de partido algum. Não estou nem nunca estive filiado. Nem pretendo, até ver, fazer tal coisa. Quanto aos meus pais... no domingo fui votar sem eles porque era hora do almoço e aproveitei para tomar um café e comprar tabaco. Não foi por isso que o meu pai deixou de lá ir mais tarde enquanto a minha mãe fez valer o seu direito ao não voto, alinhando na escolha da real maioria (a abstenção).
Quanto às legislativas... o cenário é o que eu esperava. Não querendo armar-me em Maya, o resto do cenário é o seguinte: o gajo dura dois anos, ou porque se farta de não ser tudo como ele quer, ou porque num acto de coragem (eventualmente necessário mas altamente improvável) o nosso Presidente dissolve a Assembleia agora eleita. Aponto para a primeira. Já aconteceu com o Guterres, lembram-se? Esse tal... Lembra-me sempre o meu irmão indignado por todas as alminhas falarem mal do gajo a dada altura. Dizia ele: 'Se perguntarem a alguém agora se votou no PS nas últimas eleições, toda a gente vai negar... e o gajo, só por acaso, até ganhou de longe.'
Quanto às autárquicas... bem... nem sei o que será pior aqui no feudo. Manter os mesmos, fartinho de ver merda a ser feita... eleger os novos, que me arrepiam e fazem desconfiar, pela filiação política. Em qualquer caso, fico com a sensação que ninguém me inspira confiança. Aliás, a certeza.
Anda um gajo a estudar estas coisas na faculdade para depois ver que na prática anda tudo ao contrário. Quem se candidata parece um desempregado à procura de emprego, um cão desesperado por um osso, e não alguém com ideias e a ideia que pode fazer algo pela comunidade. É alguém quer quer sacar e não contribuir, salvo raras excepções... sejam locais ou nacionais os cargos... Tanta ciência política que se pode resumir numa frase que o meu pai diz por vezes quando lhe passam pela cabeça as ideias que me passam agora: 'Ficam as pias, mudam os porcos.'

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Car=Art?

Emigrar para Itália e arranjar um destes para passear... Era não era?

sábado, 5 de Setembro de 2009

Ele joga, ele marca, a equipa empata.

Se eu tivesse tanta sorte com mulheres e com o euromilhões como tenho com os prognósticos certeiros no futebol, era um gajo um pouco mais feliz...
Eu até cedia o meu dom ao Queiroz, porque não preciso dele para nada, nem tenho intenção de o explorar comercialmente, mas acho que não é possível...

E nem vou dizer o que acho da contratação do Liedson, porque já disse a amigos o que achava da do Deco ou do Pepe, e eles lá continuam... É tudo uma questão de opinião, e opiniões já as definiu bem a Dra. Rute Remédios há uns anos... Desta vez não a dou!

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Não te ponhas com ideias...

Ainda não tinha falado nisto aqui...

O meu (nosso) outro blog.

A meias, com esta menina.

Férias (o início)

Finalmente na terrinha transmontana que supostamente é 'a minha terra'.
No geral as férias aqui são assim:
Agosto, calor, carros com matriculas estranhas a mais... Muita gente nos cafés, bares e na disco cá da zona (este ano ainda não... ou é a crise ou ainda não chegaram todos...) As festas pimba... As piscinas (onde não vou há muito tempo) o parque à noite... O ouvir algo de français pelo ar... Fazer piões no descapotável alugado pelo pai, só para as férias, lá para os lados da zona industrial ou mesmo no centro, que se foda... Andar com um ar de grunho e com uma das pontas da camisa dentro e outra fora das calças e meio balde de gel no cabelo 'loiro parvo'. Miúdas com bronze de solário (mas conseguido com muito tempo nas piscinas) e com ar de pitas e com a mania que são a única mulher à face da terra... Tudo com ar de quem ganhou o euromilhões... O resto imaginem.
Os jovens cá da terra dizem por esta altura que 'abriu a caça à francesa'.

(Um mês a aturar isto... ainda bem que eu tenho amigos alternativos e arranjo sempre algo diferente para fazer)
(Boas férias para todos)

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Qualquer semelhança entre este post e uma canção do Tony Carreira só pode ser mera coincidência...

Bem feitas as contas, eu teria 7 anos quando o vi pela primeira vez, embora não tenha a certeza de ser desta idade a primeira recordação que tenho dele. Lembro outras depois, várias imagens e viagens... e o som dele. Relembro os adultos, no ano seguinte, dizerem que talvez ele trouxesse um novo. Mas não, trouxe o mesmo. No ano seguinte disseram que nesse ano ele traria de certeza outro. Bem, ele trouxe o mesmo! No ano seguinte, era impossível ser o mesmo, tinha de ser um novo! Mas não, nem nesse nem nos anos seguintes. Ano após ano, o mesmo carro... Ele trocava de carro quase todos os anos, ou de dois em dois. Mas aquele foi ficando, talvez ninguém perceba o porquê além de mim. Todos pensavam que trocava por trocar, sei lá. Eu acho que ele só trocava porque ainda não tinha encontrado aquele...
Era eu pequeno e lembro-me de pensar na minha ingenuidade: 'quando for grande quero ter um carro igual' mas eu na altura não sabia que carros assim tinham deixado de se fabricar. Novos modelos, modernos, diferentes, 'melhores' dirá muita gente, vieram ocupar o lugar desse... E tornou-se cada vez mais raro, por isso eu não poderia ter um quando fosse grande... Como são ingénuas as crianças...
Cada vez que o via, pensava: 'gostava que fosse meu'... e nem carta tinha... nem idade para isso... Mais tarde, pensei que a dada altura ele não voltasse, mas um dia até voltou de vez... por mais uns anos pelo menos. E eu tive a certeza: um dia ia ser meu! E eu, que até sei esperar, ainda o tive antes de contar com isso...
Hoje é meu. Nem digo que demorou a ser ou que foi cedo demais. Foi na altura certa, porque há coisas que são só para homens, mesmo que sejam sonhos de criança...